sexta-feira, 17 de abril de 2009

Peça gráfica

Seguem algumas fotos da peça gráfica.





E um vídeo, da peça sendo manuseada.


Peça gráfica - Chistian Boltanski from hellorenats on Vimeo.

Por Renata L T Deformes

Complementando o post sobre os StoryBoards

Esse post serve como complemento ao post anterior da Kátia, sobre o conceito da criação das animações.

Animação para Web // 60 segundos
A animação visa apresentar o conceito extraído das obras de Boltanski: vida/morte, memória e esquecimento. Considerando a técnica de informações, imagens selecionadas e sobrepostas, que são colocadas em evidência na construção da experiência, à medida que ele constrói histórias. Nós iremos construir, baseando-se na construção desses fragmentos de memória, uma nova experiência a partir das dicas que ele nos dá.

A interface é constituída por um cenário que se altera a medida que é percorrido, e uma personagem (anônima), aonde ela vai passar parte do tempo caminhando em linha reta, simbolizando a linha da vida. Por detrás (no cenário) estarão sendo projetadas suas lembranças, como flashs de memórias, retratando fatos que aconteceram, e nos fazendo refletir sobre a questão da vida. Ao final da animação, ou da "vida", a personagem interrompe (ou é interropida) por um acontecimento. Ela vira-se para a câmera, de modo que o foco está apenas em sua face. A mesma é literalmente enquadrada, como num retrato. A partir do distanciamento da câmera, podemos vê-la inserida como parte da obra. Nas obras de Boltanski os retratos utilizados são de pessoas que morreram, dessa forma iremos remeter à morte no contexto da animação.


Animação para Celular // 30 segundos
Assim como na animação para Web, também visaremos apresentar o conceito extraído das obras de Boltanski, especificamente sobre a questão da Morte. Não sobre o espetáculo da morte, mas sim sobre relíquias e traços de vidas vividas. A fotografia é um tipo de natureza morta, uma vida congelada. Utilizaremos o retrato como ponto de partida.

A interface da animação inicia com uma personagem (também anônima), segurando um álbum de fotografias. Ao olhar essa imagem que se confunde, ora com um retrato, ora com um retrato “vivo”. Um retrato que carrega recordações, estas que são reproduzidas ao fundo, com imagens justapostas remetendo às lembranças “vivas” que uma fotografia contém. Em determinado momento a personagem levanta-se e caminha para fora do retrato. Porém, sua imagem permanece lá. Dessa maneira buscaremos mostrar que uma fotografia em si, possui vida, mesmo que a pessoa tenha morrido. “O que importa, é evitar o esquecimento” (Boltanski).

Por Renata L T Deformes

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Story Boards

Conforme a Renata descreveu abaixo, postaremos todos os processos de criação do PDP.
Hoje, irei postar os story boards.

Animação para WEB 1 minuto.



Nas telas, a garota anda em um cenário completamente branco, e conforme ela anda suas lembranças vão sendo passadas ao fundo, lembranças como felicidade,vitórias,perdas, etc as lembranças que marcaram a vida dela e que fazem eça tornar-se única dentro da sociedade.Até que ela passa por um quadro, com vários retratos (uma obra de Boltanski), ela o observa, vira-se para a câmera, nesse momento haverá um zoom para o rosto da menina, tornando-se a forma de um retrato e desfocado (como nas obras de Boltanski), há um zoom-out e o rosto da menina torna-se apenas mais um dentre os vários rostos do quadro.


Animação para celular 30 segundos.




Um álbum de fotografias é mostrado, com uma mulher a observar o álbum, conforme ela vai observando as fotografias, ela vai tendo lembranças que são mostradas atrás do personagem, em sua mente. O personagem fecha o álbum, porém sua imagem o observando continua estática, e essa imagem na verdade é um retrato. O que queremos passar com isso é a sensação de relembrar o que aconteceu naquele momento que em que foto foi tirada, todos quando observam uma foto, relembra, um filme de lembranças se passa, sobre aquela respectiva foto observada.


Por Kátia Akemi - MA2

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Colocando a mão na massa...

Conforme orientações, o objetivo desse projeto é desenvolver uma animação bidimensional sonorizada para web com 1 minuto, e uma para dispositivos móveis (celular) com 30 segundos de duração, a partir de um trabalho teórico sobre a construção da imagem fotográfica do fotógrafo escolhido.

Após as etapas do Pré-Projeto: levantamento das referências bibliográficas, levantamento iconográfico, problematizações, recorte (ou delimitação), e com base no tema geral, que é fotografia, escolhemos o artista Christian Boltanski. Boltanski é um artista francês, que utiliza da fotografia para criar suas instalações. Vale ressaltar que desde o ínicio do projeto, nosso foco foi trabalhar a questão da memória. Iniciamos com a escolha do nome do projeto, queríamos utilizar alguma palavra ou termo em francês que simbolizasse sua obra. O resultado que chegamos é o nome adotado para todo o projeto, "déjàvu".

A partir daí iniciamos a criação da proposta do PDP (Proposta de Desenvolvimento Projetual), que deve conter o conceito de criação, o levantamento iconográfico, paleta de cores, storyboard, processos e linguagens tecnológicas utilizadas. Todas esses ítens devem conter referências e ser devidamente justificados.

Após serem definidos todos os ítens, iniciamos a criação da peça gráfica. Baseado no conceito extraído da pesquisa teórica, nossa peça também tem o objetivo de contar uma história (reinventada). A figura da personagem, em preto, representa um ser anônimo. A idéia da peça se parecer uma longa tira, foi definido por analogicamente remeter à linha da vida. Para “ler” a história, a personagem pode ser manuseada e percorrer todas as etapas do projeto. A transição de uma tela para outra foi baseado na questão de como os fragmentos de memória surgem em nossa mente, em flashes.

Foi muito trabalhoso fazer, principalmente montar. Mas é muito bacana ver o resultado. Seguem algumas telas do processo, e em breve postaremos a peça pronta!

Em processo..


E mais algumas telas, finalizadas. É possível notar a presença da personagem, que transita pela tela.



Por Renata L T Deformes

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Início do PDP

Hoje tivemos aula do Inter. Definimos como serão as animações para web e para celular e fizemos os esboços para o início do storyboard.
A animação para web deverá ter um minuto e a animação de celular 30 segundos, serão animações diferentes, mas que remetem a mesma idéia: lembraça e memória. Para semana que vem iremos trazer PDP (Proposta de Desenvolvimento Projetual) pronto para a orientação e fazer algum ajuste necessário.
O trabalho deverá conter o conceito de criação, levantamento iconográfico, paleta de cores, storyboard e processos e linguagens tecnológicas utilizadas. A data de entrega é dia 15 de abril (daqui duas semanas), por isso estamos correndo para não acontecer o que aconteceu na entrega do projeto teórico: nos atrasamos muito por causa da impressão e encadernação, e quase não pudemos entregar.
Foi um susto mas serviu para dar uma balançada no grupo e para servir de alerta para não deixar as coisas para a última hora novamente. O grupo está bem sintonizado na minha opinião, algumas pessoas demonstram mais interesse, mas no geral está tudo nos conformes.

Por Jennifer Defensor M

quarta-feira, 25 de março de 2009

Considerações Finais

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A maior parte da obra de Boltanski não é sobre o espetáculo da morte, mas sim sobre relíquias e traços de vidas vividas. A fotografia é um tipo de natureza morta, uma vida congelada. Para o artista o importante não é criar uma peça de arte grandiosa, mas sim a obra ser ativa onde está, utillizando-se das pessoas, sem a idéia de ser uma obra de arte imortal.

Boltanski se preocupa com rastros de pessoas desconhecidas (sejam documentos, roupas, fotos), a fim de arrancá-las do anonimato das estatísticas e lhes devolver uma individualidade digna. Um dos questionamentos em sua obra é não ver na multidão uma massa, mas sim um indivíduo único. Neste sentido, ele busca arquivar, a fim de não esquecer.

O que nos chamou a atenção é o modo como o artista organiza os objetos e imagens, e demonstra uma ficção que se junta à realidade e se confunde com ela. Remete também como uma construção de sentidos e de histórias com seres imaginários, que se sustentam a partir de um jogo associativo de leitura, dando uma nova vida aos objetos e imagens.

E finalizando (ufa), essa primeira etapa do trabalho, segue o conceito para a criação das animações. Nós sabemos da dificuldade em utilizar da técnica do Stop-Motion, mas iremos iniciar o desafio nos próximo dias.

CONCEITO DE CRIAÇÃO DAS PEÇAS

Animação para web:
Baseando-se no conceito de vidas vividas, iremos utilizar a técnica de pixilation (stop-motion com pessoas), retratando suas vidas e posteriormente suas mortes, através de imagens sequenciais. No final do processo de vida de cada pessoa, suas faces serão enquadradas tornando-as parte do conjunto final de uma obra.

Animação para celular: Igualmente baseando-se no conceito de vidas vividas, iremos utilizar objetos do cotidiano sem saber exatamente qual sua utilidade, conferindo-lhes vida através de imagens associativas.

Por Renata L T Deformes

Projeto Teórico (parte IV)

SIGNOS UTILIZADOS NA MAIORIA DE SUAS OBRAS

5.1 - Fios - Os fios simbolizam conexão e a maneira de como todos nós estamos interligados uns aos outros, independente de nossas características. O artista utiliza luzes, porque quer colocar pessoas anônimas da sociedade num pedestal, para manter sua memória.

5.2 Retratos desfocados - O “desfoque” serve para representar o esquecimento e saudade das pessoas. Boltanski diz que existe uma "área" na mente de todos, na qual existem coisas e pessoas esquecidas, e é exatamente nessa "área" que ele quer trabalhar. Como marca registrada, ele procura refletir sobre a condição mortal do homem a partir da arte. A sua obra mostra o rosto obssessivamente. Boltanski acredita que o espírito é revelado através da face. Seu trabalho é todo sobre pessoas, atuando como um memorial para cada um dos diferentes rostos expostos.

5.3 Religião e morte - Apesar de não ser religioso, ele utiliza a religião como um veículo para se expressar. Boltasnki acredita que se sua obra pode ser considerada cristã, é porque acredita que todos são diferentes - uma observação igualmente judia. Embora todos pareçam iguais, todos são únicos. Ele crê que mortes devem ser contadas unitariamente. O cristianismo lhe parece colocar ênfase no indivíduo de um jeito muito especial.

Boltanski diz que falar da morte como um dos grandes temas da vida é confrontrar sua própria morte. Estando morto não há como morrer.  O artista olha a morte com voyerismo, e afirma que todos fazem isso. O expectador se torna um voyer, e ao mesmo tempo fica envergonhado com sua atitude; há uma fascinação, um tipo específico de prazer nisso. De um certo jeito quando olhamos uma imagem violenta ou mórbida nos tornamos os criminosos.

5.4 - Velas - A funcionalidade da vela em sua obra lembra a atmosfera de uma Igreja católica, mas é igualmente invocativa para a memória do menorah e as luzes cintilantes do Hanukkah.

5-5 - Latinhas de Biscoito - Boltanski sempre tenta se utilizar de formas que as pessoas possam reconhecer, ele utiliza as latinhas pois são objetos minimalistas, mas também porque sabe que as pessoas de sua geração podem reconhece-las. Todos guardavam seus pequenos tesouros em latinhas de biscoito. Também remete para algumas pessoas, as urnas de metal, aonde cinzas são guardadas. Sua intenção é que sua arte seja mais sobre redescobrimento do que descobrimento.

Por Renata L T Deformes